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Apucarana: Nossa Terra - Nossa Gente - V
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A companhia de Terras Norte do
Paraná mandou abrir o patrimônio de Apucarana em 1934, quando mandou
para cá como seu preposto o pioneiro Benevides Mesquita, que aqui chegou
no dia 14 de fevereiro daquele ano, sendo ele o primeiro residente.
Primeiros comerciantes -
Posteriormente, começaram a chegar outros pioneiros, a exemplo de Adão
Kaniewski e Hercílio Wanderley de Alencar, em 1936, os primeiros
comerciantes, quando por estas plagas as estradas eram picadas, espessa
mata virgem cobriam os belíssimos sítios |
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Atual Rua Prof. João Candido Ferreira, notando-se à
direita o Edifício Adão, em Construção
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que circundavam o patrimônio
dominado pelos intrusos, enquanto Antonio José de Oliveira (Tonico
Mineiro), o primeiro agente policial fazia de tudo para cumprir a lei, e
Benevides desbravava o nascente patrimônio em nome do legitimo dono, a
Companhia de Terras Norte do Paraná. População diminuta, mas Adão
Kaniewski pouco se importou. Acreditava em seus próprios empreendimentos
e deixava a margem tudo aquilo que contribuísse para a incerteza, o
desanimo ou o fracasso. Conforto? Porque não poderia ter mais do que
outros? Predominavam as moradias de palmito, porém, Adão preferiu um
casa de madeira tosca. Isto foi no mês de outubro de 1936. me 1942 surge
nova edificação da Casa Branca, também de madeira, mas melhor acabada,
porque Fritz Bredmann instalara a primeira serraria da região. 1945, um
prédio de material, o atual edifício Adão, surgia na esquina da Praça
Palmas (atual Rui Barbosa) e Rua Reserva (atual Prof. João Candido
Ferreira) com seus 532 metros quadrados.
Primeira escola -
Por volta de 1936, aqui chegava Sante Formigoni. Sua esposa Ide Borges e
os filhos Wilde e Eide, vieram em 1937, que residiam na cidade paulista de
Taquaritinga. "Tínhamos uma serraria e em 1936 - conta - meu pai
resolver vir para Apucarana para trabalhar no ramo. Quando aqui chegamos,
mais ou menos onde é hoje o Pálace Hotel, o meu desespero foi total.
Olhava, só via a mata e o céu, e pensei: onde é que chegamos, meu Deus!
e fomos morar numa casa de madeira inacabada na atual Av. Curitiba, na
quadra entre a Rua Tomasina (atual Dr. Osvaldo Cruz) e a Praça Platina
(atual Interventor Manoel Ribas), onde ficamos vinte dias, enquanto era
construído o nosso ranchinho de palmito, coberto de tabuinhas e de chão
batido, no local da serraria, que ficava no prolongamento da Rua Paissandu
(atual Jamil Soni), antiga sede da Legião Brasileira de
Assistência".
"Como não havia escola - prossegue - um grupo
de pais pediu-me que lecionasse para seus filhos, que estavam crescendo
analfabetos. Condoída e também por um dever patriótico, aceitei e as
primeiras aulas passaram a ser ministradas no ranchinho, em volta de uma
mesa, pois não havia local adequado, coberto de tabuinhas e chão de
terra batida. Ainda em 1937, passava por aqui, o inspetor estadual Aristeu
Pinto, fazendo vistorias nas escolas da região e foi visitar minha
escola, dando então autorização por escrito para que eu continuasse
lecionando. Depois, o prefeito de Londrina, capitão Miguel Blasi
(Apucarana pertencia aquele município), me aconselhou a registrar a
escola, e no dia 28 de setembro de 1942, receberia da Diretoria Geral da
Educação do Estado, a licença para o seu funcionamento, com a
denominação de "Escola Amiga da Infância"! |
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