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Apucarana: Nossa Terra - Nossa Gente - XIV
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O ano de 1943 marcou
época na História de Apucarana, pois foi a partir desta data que o
patrimônio foi aquinhoado com várias iniciativas dos pioneiros, que
culminaram com o seu desenvolvimento, por todos almejado.
Com a chegada quase que diária de
brasileiros de diversos quadrantes do território nacional e igualmente de
estrangeiros, o patrimônio foi crescendo e se projetando,
transformando-se num núcleo verdadeiramente cosmopolita. Todos traziam
uma esperança de melhores dias, numa afirmação eloqüente de coragem e
fé no futuro.
Com o desenvolvimento contínuo da
população urbana e rural, essa começou a sentir a falta de equipamentos
comunitários que lhe proporcionasse melhores condições de vida e de
trabalho. E uma das principais reivindicações girava em torno da
ampliação de número de escolas para atender as crianças e os jovens,
embora já existissem duas escolas primárias particulares: a "Amiga
da Infância", da professora Wilde Borghi Formigoni, desde 1937 e a
"Getúlio Vargas", do professor Francisco Antonio de Souza,
carinhosamente chamado de "Professor Preto", desde 1942.
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José Gomes
de Lima, presidente da comissão
pró-construção do primeiro grupo escolar
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Segundo o pioneiro José de Oliveira
Rosa "havia ainda no início de 1943 um modesto barracão de madeira
de propriedade das Casas Pernambucanas, na esquina da Av. Curitiba com a
Praça Palmas (atual Rui Barbosa), que foi improvisado como sala de aula,
pois não existia outro local adequado. A professora vinha de Londrina e
recebia seus vencimentos da Prefeitura daquele município, ao qual
Apucarana pertencia. Como a mesma vinha relegando Apucarana a um segundo
plano, não restou aos apucaranenses outra alternativa, se não a
formação de uma "corrente prá frente", num trabalho
consciente e permanente."
PRIMEIRA REUNIÃO -
A primeira providência tomada para atender ao reclamo da população, foi
o início de uma campanha que alcançou ampla receptividade e resultou
numa primeira e concorrida reunião realizada no dia 21 de abril de 1943,
na sede do Grêmio Esportivo e Recreativo Apucaranense - GERA,
oportunidade em que foi constituída uma comissão responsável pela
construção do primeiro grupo escolar: presidente, José Gomes de Lima;
vice-presidente, Adão Kaniewski; secretários, José de Oliveira Rosa e
Joaquim Furtado; e tesoureiros, José Maria Verdasca e Benevides Mesquita.
Ainda na oportunidade - segundo a
ata lavrada por José Ribeiro de Souza - o farmacêutico Eduardo Benjamin
Hosken manifestou o desejo do prefeito de Londrina, major Miguel Blasi, de
ver o grupo escolar construído o mais rápido possível (dois meses),
pois ele prometera em nome dos apucaranenses, entregar as chaves do grupo
escolar ao interventor Manoel Ribas quando de sua visita ao patrimônio,
prevista para o dia 22 de julho de 1943, o que de fato ocorreu, mas o
grupo escolar, pela premência de tempo não foi concluído.
Por sua vez, José de Oliveira Rosa propôs que
entre os presentes fosse organizada uma lista para angariar donativos. A
proposta foi aceita, conseguindo-se a importância de Cr$ 5.200,00 (cinco
mil e duzentos cruzeiros), como contribuição de Eduardo Benjamin Hosken,
José Gomes de Lima, Adão Kaniewski, José Maria Verdasca, Benevides
Mesquita, José de Oliveira Rosa, Joaquim Furtado, Jamil Soni, Atílio
Carletto, Joaquim Pedrosa, Manoel Sardinha Pereira, José de Almeida,
José Simonetti, Antônio Lhanas Laguna, Kismatsu Numao, Ângelo Urizzi,
Hermínio Nalini, Basílio Santchuk, Benedito Mendes de Moraes, Joaquim de
Carvalho, Carlos Schmit, João Vieira dos Santos, Amador Godoy Rodrigues,
Manoel Ruiz, Demétrio Salaki, Inácio Vieira, José Pereira da Silva,
José João Farah, João Raduy e José Ribeiro de Souza. |
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