Agenda Cultural                     .: Esta sessão é atualizada às segundas-feiras :. Francisco Soares Dias Sobrinho
 

Apucarana: Nossa Terra - Nossa Gente - XIX
Por ocasião da primeira reunião visando a construção do primeiro grupo escolar, no dia 21 de abril de 1943, o qual foi inaugurado no dia 15 de setembro daquele mesmo anos, uma plêiade de pioneiros que dela participava, imbuída do elevado espírito apucaranista, e diante da indiferença da administração de Londrina, relegando a segundo plano as reivindicações da comunidade e do patrimônio que se desenvolvia celeremente, surgiu então, como um imperativo de justiça ao trabalho profícuo que aqui vinha sendo realizado, o anseio de tornar o patrimônio independente, desmembrando-o daquele município.
Não foram poucos os que acreditavam no êxito dessa arrojada iniciativa que empolgava os mais otimistas.
Para custeio das despesas foi conseguida junto à população a importância de Cr$ 2.700.00 (dois mil e setecentos cruzeiros). Todavia, como os componentes da comissão não necessitassem de referida importância para desenvolver o seu trabalho que incluía, inclusive, sucessivas viagens a Curitiba, decidiu-se que a mesma seria aplicada na construção do "Altar da Pátria", que seria levantado defronte ao primeiro grupo escolar.
PRIMEIRA REUNIÃO - No dia cinco de maio de 1943, na sede do Gera - Grêmio Esportivo e Recreativo Apucaranense - realizou-se a primeira reunião, oportunidade em que se debateu, pormenorizadamente, as possibilidades de através de um amplo movimento de esclarecimento e arregimentação da opinião pública, se conseguir a anuência do interventor Manoel Ribas para a criação do município.
Segundo a ata lavrada na ocasião, fizeram-se presentes os senhores Eduardo Benjamin Hosken, José Gomes de Lima, Atílio Carleto, Adão Kaniewski, Francisco Schileirer, Fritz Bredmann, Diniz J. Silvério, Jamil Soni, José de Oliveira Rosa, Jonas Matulaitis, Manoel Sardinha Pereira e José Ribeiro de Souza, notando-se a falta á mesa dos senhores Carlos Schmidt, José Maria Verdasca, Tsuneta Tanaka, Seiji Arita, Bichara José Bichara, José Amâncio Golçalves, Sizenando Leite, Djalma de Oliveira Chueire e José de Almeida, especialmente convidados a fazerem parte da comissão permanente pró-município.
O presidente Eduado Benjamin Hosken levou ao conhecimento da Mesa os resultados de sua viagem a Eldorado (pertencente ao município de Marilândia do Sul ) a fim de conferenciar com o senhor Henrique Stahlke, sobre a inclusão de seu nome como chefe da Comissão Permanente Pró Município que irá a Curitiba e Londrina conferenciar com o interventor Manoel Ribas e o major Miguel Blasi (devido aos seus negócios particulares, ia freqüentemente a estas duas cidades), ficando combinado um encontro em Londrina no dia 11 daquele mês, a fim de conferenciarem com o prefeito municipal, major Miguel Blasi, sendo ainda tomadas diversas providencias para o melhor êxito da campanha.

Farmacêtico Eduardo Benjamim Hosken, presidente da Comissão Pró-Minicipio. Proprietário da Farmácia Santa Isabel, que se localizava na esquina da Praça Rui Barbosa com a Rua Rio Branco, em frente ao Bradesco

DIRETORIA - Pelo que se deduz, José de Oliveira Rosa não concordou com a indicação de Stahlke para presidir a Comissão, tanto assim que após a auscultar a opinião dos presentes, sugeriu a formação de uma diretoria que foi integrada somente por apucaranenses, a qual foi aprovada por unanimidade, que ficou assim constituída: presidente, Eduardo Benjamin Hosken; Vice-presidente, José Gomes de Lima; primeiro secretário, José Ribeiro de Souza; segundo secretário, José de Oliveira Rosa; e tesoureiro, Manoel Sardinha Pereira.
A proposta foi aceita e após a aclamação dos mesmos, eles tomaram seus lugares á mesa, tendo Eduardo Benjamin Hosken, na oportunidade, agradecida em seu nome e do de seus companheiros de diretoria, a confiança que os presentes lhes depositavam.
RELATÓRIO - Ainda na ocasião, o secretário José Ribeiro de Souza entregou ao presidente um relatório com dados comprobatórios do movimento comercial, industrial, rural e de outros segmentos econômicos, através do qual se contatava claramente o surto de progresso do patrimônio, trabalho esse que foi muito bem recebido pelos presentes, pois evidenciava e credenciava os apucaranenses a reivindicarem a autonomia municipal.

 


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