Agenda Cultural                     .: Esta sessão é atualizada às segundas-feiras :. Francisco Soares Dias Sobrinho
 

Apucarana: Nossa Terra - Nossa Gente - LVI

"Já em discussão na Câmara Municipal a questão da nova matriz. O povo confia em seus representantes para que saibam julgá-la com critério e imparcialidade", noticiava em manchete de primeira página o jornal "Folha de Apucarana", edição nº 100, de 26 de março de 1950.
A Câmara de Vereadores voltou a apreciar em segunda discussão o projeto da permuta de parte do terreno pertencente ao município por outro da Diocese de Jacarezinho, na Praça Rui Barbosa, que possibilitaria a construção da atual Catedral N. S. de Lourdes, em sua reunião do dia 27 de março de 1950.
Novo Projeto - Na oportunidade, o vereador Henrique Victor Giublin, advogado, que exercia concomitantemente a função de promotor de Justiça na Comarca, apresentava novo projeto, especificando que "o mesmo será o da construção da referida igreja no centro da praça, deixando, tanto na frente, como nos fundos, um espaço de 65 metros de cada lado, espaço esse que ficará para a construção de jardins e 25 metros de cada lado, lateralmente, para o mesmo fim. "Adiantou, por outro lado, que "a mesma será construída de acordo com o projeto apresentado pelo bispo Dom Geraldo de Proença Sigaud, da Diocese de Jacarezinho, isto é, com a frente para a estação ferroviária".
Oradores - Também na ocasião teceram considerações sobre o referido projeto, os vereadores Hildebrando Pereira de Camargo, Jorge Amin Maia, Romeu Beligni e o médico Dagoberto Pusch, além do advogado Juvenal Cantador, que após longa consideração, solicitou à Casa que fosse posto em votação o parecer da Comissão de Legislação e Justiça a respeito.
Aparteando -o, Henrique Victor Giublin, invocando o artigo 33, parágrafo primeiro, do Regimento Interno, pedia que o referido parecer fosse isento de votação, por tratar-se de assunto de urgência. Pedia, então, Juvenal Cantador, que fosse a questão a um plebiscito, tendo intervido o vereador José Ribeiro de Souza, que pedia preferência para que fosse lido um abaixo-assinado (já publicado) apresentado por um grupo de pessoas referente ao assunto, sendo o pedido rejeitado por cinco (5) votos a dois (2).
Votação - Manifestaram-se favorávelmente à realização do plebiscito, os vereadores Juvenal Cantador e José Ribeiro de Souza (2) e contrários, Jorge Amin Maia, Henrique Victor Giublin, Romeu Beligni, Hildebrando Pereira de Camargo e Dagoberto Pusch (5). Em seguida, o presidente do Legislativo, Adelino Honório Corrêa colocava o projeto em votação, quando retirou-se do plenário o vereador Juvenal Cantador para não votar. Como ainda havia número legal, o projeto foi aprovado por cinco (5) votos favoráveis, dos vereadores Henrique Victor Giublin, Romeu Beligni, Jorge Amin Maia, Hildebrando Pereira de Camargo e Dagoberto Pusch e (1) contrário, do vereador José Ribeiro de Souza.
Renuncia o Presidente da Comissão - Por outro lado, o presidente da comissão pró construção da matriz, o Juiz de Direito da Comarca, dr. Alceste Ribas de Macedo, no dia 10 de abril de 1950, enviava ao Padre Armando Círio, vigário da Paróquia, a carta que transcrevemos: "Não comungando com a extravagante idéia - que infelizmente, está se corporificando - da mudança do local onde deveria ser erigida a nova igreja matriz, e considerando que a questão enveredou, lamentávelmente, pelo sáfaro terreno político, do qual devo, em razão de minhas funções judicantes, ficar sempre eqüidistante, venho por meio desta renunciar à presidência da Comissão encarregada da construção da citada matriz". (Correio do Lavrador, edição nº 15, de 13 de abril de 1950).
Última votação - Ocorreu no dia 12 de maio de 1950, sendo o mesmo aprovado por (5) votos dos vereadores Dagoberto Pusch, Henrique Victor Giublin, João Batista Alberto Gnoato, Marino Pereira (suplente de José Martins de Oliveira) e Jorge Amin Maia. Contrário, (1) do vereador Renê Camargo de Azambuja.
Aprovado o projeto, o presidente da Câmara, Adelino Honório Correia, solicitava à secretaria que fosse elaborado o Projeto de Resolução, que autorizava o prefeito Carlos Massaretto (12-12-1947 a 11-12-1951) a proceder a permuta do terreno.

Dr. João Baptista Alberto Gnoato (atual)

 

 

Heitor Antônio de Souza Pinheiro era o secretário executivo da Câmara

 

 

 

Dr. Marino Pereira

 

 

Dr. Dagoberto Pusch

 

 

 

 
   

 


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