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Apucarana: Nossa Terra - Nossa Gente - LXXXIV
O Coral João XXIII, o primeiro a ter destaque pela empolgação artística com vozes bem afinadas, marcou a história da cultura apucaranense. Fundado oficialmente em 7 de março de 1963, com a finalidade de acompanhar as funções religiosas dentro do espírito da liturgia católica e de promover o conhecimento da boa música clássica e folclórica, através de concertos e audições públicas.
Quatro vozes preparadas para atender as exigências do maestro padre Justino Parigi, da Congregação dos Oblatos de São José, que descobrindo valores, repassava conhecimentos, conseguindo a perfeição da vozes. Como também foi perfeita a sua atuação, dedicação e o seu talento. Esta fundação se deu pela competência e dinamismo do maestro, um performance na música.
HOMENAGEM - O nome do Coral foi uma homenagem póstuma ao Papa Ângelo Giuseppe Roncalli (João XXIII), que exerceu o pontificado de 28 de outubro de 1958 a três de junho de 1963.
INTEGRANTES - Iniciou-se com vinte e sete integrantes: BAIXOS: Osiris Klueppel, Antônio Renilson Rivato e Tharcísio Cardoso Lemos. TENORES: Bráulio Corrêa da Silva e João Batista Mareze; CONTRALTOS: Dinah Cardoso Lemos, Nice Gaspar, Alda Ribeiro da Silva, Delourdes Policer, Inês Colombo, Maria Vilma Metta, Odete Bacarin, Terezinha Silva, Maria Leonice Betanin, Maria Aparecida Caramori e Maria Harminda Gaspar. SOPRANOS: Arlete Aparecida Pagani, Jovelina Amorim, Vicentina Porto, Domingas Baptistão, Léia Ribeiro da Silva, Eroina Guilherme, Neusa Golfeto, Josefina Colombo, Mercedes Osachuck, Eunice Betanim.
Benedito Cândido da Silva, Edgar Borin, Ezaquias Dias de Toledo, Hélio Zielinski, Hélio Armaroli, Bernardo Osachuk, Artur Pallú Filho, Ostoroeste Natálio dos Santos, Diorantes Natálio dos Santos, Antônio dos Santos, Vicente Corrêa da Silva, José Benedito Corrêa da Silva, Ivani Soares Macedo, Helena Paukowski Pallú, Maria Eugênia Paukowski, Edda Riva, Ivone Falleiros da Silva, Wanda Osachuk, Zenilda Gaspar, Jamile Faiad, Maria Lúcia Ribeiro da Silva, Maria Bonfim, Neide Ganasin, Maria Aparecida Viana da Cunha, Joaquim Spolador, Luís Antonio dos Santos, Noel Braz Felizardo, José Carlos Michelan e Dalila Faiad. Colaboradoras: Verônica Kuchpill e a pianista Hiltrud Frisch Carvalho.
ELOGIOS - O Coral, pelo próprio trabalho, adquiriu o órgão eletrônico da Catedral Nossa Senhora de Lourdes, quando recebeu de todos os católicos louváveis elogios, entre eles o da jornalista Rosemary Lopes Pereira, em três de fevereiro de 1965, ouvindo o Coral, transforma a beleza uníssona em crônica: “Na imensa Catedral, quando a nave silenciosa adora o Santíssimo, surge como se fossem anjos do céu, a música se veste de paz, de emoção e de beleza infinita. Ouvi-los é estar perto do céu...”
TRAJETÓRIA - O Coral teve participação ativa nas comemorações da instalação da Diocese, no dia 28 de março de 1965. Na recepção ao bispo Dom Romeu Alberti, entoou “Acce Sacerdos Magnus”.
Em 25 de julho de 1965, abrilhantando as festividades da inauguração da Rodovia do Café, apresentando a música “Amo-te Brasil”, recebendo efusivos cumprimentos do governador do Estado Ney Aminthas de Barros Braga.
Em 22 de agosto de 1967, ponto culminante, com a apresentação do Coral e Orquestra “Sinfonia dos Salmos”, de Igor Strawinsky. Peça apresentada pela primeira vez em toda a América do Sul. Em Apucarana, o Coral, já famoso, alcança o climax de suas potencialidades artísticas. “Os esforços foram largamente recompensados”, dizia o maestro padre Justino Parigi. A platéia extasiava-se com tanta beleza musical. Somavam-se as glórias.
Até 1968, um rosário de sucessos. Muitos convites para apresentações: TV Tupi, de São Paulo, no programa “Almoçando com as Estrelas”; Igrejas de Nossa Senhora de Loredo e São cristovão, em São Paulo; Seminário de Ourinhos; Televisão Canal 6, de Curitiba; Televisão Canal 12, de Curitiba e em várias cidades do Paraná, além de apresentações em festas de casamento e outras programações, elevando sempre o nome de Apucarana. Sempre pronto e presente, o Coral se apresentava nos momentos culturais.
No repertório incluia músicas sacras a quatro vozes, como: O Salutais, de Beethoven; Christus Vincit, de Hasdenteufel; Ó Face Amortecida, de Bach. A três vozes: Adorote Devote, de Cohen; Die Jesu Domine, de Hamm;Missa Canct Ignatii à Laconk, 2me, de L. Refice. Em as músicas de concerto a 4m: Cantai, ó Céu, de Beethoven; Êxodos, de Gold; Cloro dos Peregrinos, de Wagner; Barabau, de Praglia; Invocação em defesa da Pátria, de Villa Lobos; Canção da Saudade, de Fosker e mais tantas e outras folclóricas.
BONS TEMPOS - Fazia-se o tempo. Tinha-se tempo. Nos ensaios o encontro de amigos. Não se faltava aos ensaios e nas viagens culturais, o próprio lazer. O objetivo era estar sempre cantando. Sempre louvando a Deus.
PRESERVA-SE O AMOR - Em 1969, a partida do padre Justino Parigi para a Alemanha, desfez-se o Coral, mas não a amizade, a fraternidade, o amor. Nas recordações dos magníficos momentos, anos de convivência, a permanência do carinho entre todos. E sempre que possível, um reencontro para falar da saudade. Sempre há uma visita breve do regente aos integrantes, sempre preocupado com todos. Uma comunicação constante entre cartas e telefonemas preserva-se o amor.
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O Fundador, padre Justino Parigi (segundo da esquerda para a direita) e mais Osiris Klueppel, Antonio Renilson Rivato, Tarcísio Cardoso Lemos, Bráulio Corrêa da Silva, João Batista Mareze, Dinah Cardoso Lemos, Nice Gaspar, Alda Ribeiro da Silva, Delourdes Policer, Inês Colombo, Maria Vilma Metta, Odete Bacarin, Terezinha Silva, Maria Leonice Betanin, Maria Aparecida Caramori, Maria Herminda Gaspar, Arlete Aparecida Pagani, Jovelina Amorim, Vicentina Porto, Domingas Batistão, Léia Ribeiro da Silva, Eroina Guilherme, Neusa Golfeto, Josefina Colombo, Mercedes Osachuk e Eunice Betanin |
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