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A expansão da Companhia
de Terras Norte do Paraná
| O presidente do
Estado do Paraná, médico Caetano Munhoz da Rocha (25-02-1920 a
25-02-1924) e (25-02-1924 a 25-02-1928), ainda não se dava o nome de
governador, desde o início do interesse dos ingleses, manisfestou-se
favorável pela venda de uma grande área nesta região à Companhia de
Terras Norte do Paraná, principalmente após a inauguração no dia
primeiro de julho de 1925 pela Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná,
do primeiro trecho de 29 quilômetros de ferrovia entre Ourinhos e
Cambará, cujos trabalhos tiveram início em 1922, sob a orientação do
engenheiro Gastão de Mesquita Filho, visando o escoamento da produção
até São Paulo e o porto de Santos, em conexão com a Estrada de Ferro
Sorocabana.
ESCRITURA DE COMPRA E VENDA -
No dia 16 de outubro de 1925, o Estado vendia à Companhia de Terras, 840
mil hectares ao preço de oito mil réis o hectare, perfazendo um total de
6.720 contos de réis, sendo mil contos de réis à vista e o restante em
doze anos, a ser pago à medida que as terras fossem sendo vendidas, após
acordo firmado com posseiros e possuidores de títulos de concessões
outorgadas pelo Estado, visando o apaziguamento entre as partes, pois
ninguém teria coragem de investir na compra de terras que a Companhia
pretendia lotear. Esse trabalho de legitimidade das terras foi feito pelo
advogado paulista Antônio de Moraes Barros, secundado mais tarde pelo
advogado paranaense João de Oliveira Franco. (Reprodução de trechos da
escritura abaixo.) |

Afonso Camargo
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Deve-se
levar em conta que as faltas de vias de acesso na região muito
contribuíram para que o preço das terras fosse fixado por lei em níveis
aparentemente baixos.
SUCESSÃO - No dia 23 de abril de 1928, o advogado
Afonso Alves de Camargo assumia pela segunda vez a presidência do Estado
(25-02-1916 a 25-02-1920) e (25-02-1928 a 05-10-1930), e a exemplo de seu
antecessor, que via na iniciativa o ponto inicial de um trabalho de
colonização jamais realizado no Brasil, assinava contrato com a
Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná, que não dispunha de recursos
para levar avante a ferrovia, vendia a maioria de suas ações para a
Companhia de Terras Norte do Paraná.
POSSE EFETIVA - No mês de julho de 1929, a
Companhia tomava posse efetiva de suas terras e no dia 20 de agosto do
mesmo ano, uma plêiade de pioneiros, entre eles o apucaranense Kurt
Jakowatz e mais alguns peões contratados, partiam de Ourinhos em um
caminhão Ford, sob intensa neblina fria, rumo ao desconhecido.
Conta George Craig Smith, que também integrou a
caravana que "no dia 21 de agosto, bem cedo, chegamos a margem
esquerda do Rio Tibagi, de onde iniciamos a dura
caminhada até o local denominado Patrimônio Gleba Três Bocas (atual
Londrina), onde se iniciava as terras da Companhia. Foi uma viagem feita
com grande sacrifício, caminhando por um picadão escuro e barrento, onde
o agrimensor Alexandre Razgulaef, orgulhosamente, fincou o primeiro marco
de madeira e disse: "chegamos".
Era o início da conquista audaciosa das terras virgens e roxas do
Norte do Paraná.
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