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Lucro da Copel aumentou 63% e foi o maior da história da empresa
AGENCIA DE NOTICIAS (AEN)
O governador Roberto Requião abriu espaço durante a Escola de Governo desta terça-feira (25) para corrigir o que chamou de “um terrível engano” cometido por pessoas que interpretaram equivocadamente o balanço do ano de 2007 da Copel. “Vimos em muitos lugares a informação de que o lucro líquido da Copel encolheu 10% de 2006 para 2007, quando na verdade o resultado positivo cresceu 63,7% e se confirmou como o maior lucro e toda a história da empresa”, enfatizou Requião.
“Não atribuo a leitura equivocada dessas pessoas a dolo, mas elas parecem não ter entendido que o lucro registrado no balanço de 2006, de R$ 1,2 bilhão, ficou maior por conta da reversão de um dinheiro que estava provisionado como cautela para o caso improvável de perdermos a questão do gás da Usina de Araucária, afinal bem resolvida pela Copel, que evitou um desembolso de R$ 1,5 bilhão”.
Para explicar melhor os números da Copel apurados em 2007, Requião pediu ao presidente Rubens Ghilardi que apresentasse e comentasse os principais indicadores. Ao término, o governador elogiou o desempenho da empresa e lembrou que ao longo da sua gestão, iniciada em janeiro de 2003, a estatal já acumula um lucro líquido de R$ 3 bilhões 396 milhões. “Esta é a melhor empresa de energia elétrica do Brasil, que vem tendo lucros expressivos e crescentes mas cobrando uma das menores tarifas do país e desempenhando um relevante papel de inclusão e promoção social”.
LUCRO REAL - Na exposição que fez na Escola de Governo, o presidente da Copel explicou que o lucro apresentado no balanço de 2006 foi “engordado” em R$ 546,8 milhões por conta da reversão de valores provisionados para duas pendências existentes na empresa. “Em anos anteriores, foram guardados R$ 416,4 milhões para garantir o eventual pagamento do gás natural para a Usina de Araucária e R$ 130,4 milhões para a hipótese de perdermos uma ação na Justiça questionando a incidência da Cofins sobre operações com energia elétrica”, detalhou Ghilardi. “Portanto, eram recursos originados em outros exercícios que, por cautela, foram mantidos numa conta separada dentro do balanço”.
Todavia, em razão do acordo com a Petrobras que encerrou a discussão e, ainda, diante da expectativa de um desfecho favorável na Justiça à ação contra o recolhimento da Cofins, as provisões foram revertidas ao balanço e impactaram para cima o lucro líquido de 2006. “Essas reversões são casos pontuais e únicos, que não se repetem e, a rigor, precisariam ser desconsideradas para uma correta leitura do balanço daquele ano e uma comparação justa com o que aconteceu em 2007”, sustentou o presidente. “Procedendo dessa forma, o lucro líquido real da Copel em 2006 teria sido de R$ 695,9 milhões”.
EFEITOS EM 2007 - Indo além, Ghilardi informou que, por isonomia, o lucro líquido de 2007 deveria ser aumentado em R$ 32,4 milhões por conta de outras duas reversões e de um novo provisionamento feitos no ano. “As reversões, uma decorrente do encerramento do contrato com a Cien e outra da prescrição de parte dos recolhimentos de Cofins em discussão na Justiça, somaram R$ 80,1 milhões e incidiram positivamente no lucro líquido”, descreveu o presidente. “Em contrapartida, foi feito novo provisionamento em virtude de surpreendente reviravolta na ação judicial da Cofins, que reduziu o lucro líquido de 2007 em R$ 112,5 milhões”.
Dessa forma, o presidente da Copel demonstrou que o lucro da empresa nos dois últimos anos, quando comparado em bases homogêneas, cresceu 63,7% de 2006 para 2007. “A confrontação deve ser feita entre o lucro de 2006 sem os efeitos das reversões, ou seja, R$ 695,9 milhões, e o lucro de 2007 igualmente sem os efeitos das reversões e do provisionamento, isto é, R$ 1 bilhão 139 milhões”, sublinhou. “A diferença entre os dois totais resulta num crescimento de 63,7% no lucro líquido e não em redução de 10%, como equivocadamente concluíram algumas versões.
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