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Requião é primeiro governador do País a apoiar redução da jornada de trabalho
AGENCIA DE NOTICIAS
Roberto Requião é o primeiro governador do País a aderir à campanha pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. O presidente da Força Sindical, deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, esteve nesta terça-feira (15) em Curitiba onde participou da reunião semanal da Escola de Governo e agradeceu o apoio de Requião à campanha.
Projeto de lei que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais está em tramitação no Senado. As principais centrais sindicais do País — entre elas CUT, UGT, CFT e CTB, além da Força — organizam um abaixo-assinado em favor da aprovação do projeto.
“A jornada de 40 horas semanais já deveria ter sido conquistada pelos trabalhadores há muito tempo”, defendeu o governador, durante a reunião realizada no auditório do Museu Oscar Niemeyer. “Requião é o primeiro governador a assinar nosso abaixo-assinado. Por isso, fiz questão de vir até aqui agradecer pelo gesto”, disse Paulinho.
Dizendo-se “impressionado com o trabalho que Requião faz pelos trabalhadores e pelos mais pobres”, Paulinho convidou o governador a participar da comemoração do dia 1.º de Maio em São Paulo. A festa organizada pela Força Sindical na zona norte da capital paulista é uma das maiores celebrações trabalhistas do mundo. “Quero fazer um convite especial ao Requião para estar conosco em São Paulo”, falou o presidente da Força.
“O convite é o reconhecimento pela política social e trabalhista realizada pelo Governo do Paraná. Essa política tem recebido um reconhecimento expressivo”, afirmou o governador. Requião agradeceu o convite, mas disse não saber se irá a São Paulo — ele já confirmou participação em eventos semelhantes realizados pela CUT e pela Força Sindical no Paraná. “Mas vou conversar com os companheiros sobre a possibilidade (de ir a São Paulo)”, falou.
A política trabalhista implementada pelo Governo do Paraná resultou no maior piso salarial regional do Brasil, que passa a valer de R$ 527 a 548 em maio. “O Paraná não cobra imposto de microempresa, cobra muito pouco da pequena empresa e o piso regional é o maior do País, maior que o de São Paulo, que é o motor da economia brasileira”, disse Requião. “Isso significa mais dinheiro em circulação, que se destina à alimentação e àquilo que chamamos de bens de consumo-salário, aquilo que o salário compra, que é o que movimenta a base da economia”, acrescentou.
A redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais deve gerar 2,2 milhões de novos empregos, estima o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). “Para que as empresas concordem com a redução, é preciso que haja a desoneração da folha de pagamentos. Para isso, estamos abertos à negociação”, falou Paulinho.
“Hoje, vemos jovens de 25 anos de idade na fila do INSS por doenças ocupacionais. Reduzir a jornada significa reduzir os riscos para o trabalhador”, argumentou o presidente da Força Sindical no Paraná, Sérgio Butka. “Quando a Volkswagen se instalou no Paraná, queria bater recordes de qualidade. E conseguiu, mas a um custo muito alto — mais de 600 trabalhadores da empresa estão afastados pela Previdência por problemas ocupacionais. A mesma situação se repete em outras montadoras”, acrescentou.
“A sociedade não pode mais concordar com os altos custos que paga pelas doenças de trabalho”, disse Butka. As centrais sindicais do Paraná realizam audiência pública sobre a redução da jornada de trabalho nesta quarta-feira (16), na Assembléia Legislativa. Queremos a participação de todos, inclusive de empresários, para provarmos que a medida não trará aumento de custos, mas ao contrário, de qualidade na produção”, destacou. |
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