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Apucarana entra na luta contra a pobreza e a desigualdade
Nesta sexta-feira, sábado e domingo (17 a 19/10), o município de Apucarana participa pela primeira vez do movimento global “Levante-se e faça a sua parte”, que desde o ano de 2000 luta pelo fim da pobreza e da desigualdade, e pela realização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs). No ano passado, 43,7 milhões de pessoas se uniram no ato do “Levante-se” em todo o globo, estabelecendo assim um novo recorde mundial. Os primeiros detalhes da programação em Apucarana foram discutidos nesta segunda-feira (13/10), no salão nobre na Prefeitura de Apucarana, por uma comissão. “Vamos aproveitar os eventos já agendados para esses dias, em toda a cidade, para levar a mensagem do movimento”, explicou Paulo Pedroso Mandágua de Almeida, um dos coordenadores locais do Levante-se. Segundo ele, todo o cidadão de Apucarana pode participar, sozinho ou em grupo, da mobilização mundial. “Esse movimento cresce a cada ano e é formada por pessoas que se recusam a ficar sentadas e silenciosas em face à e à desigualdade”, frisa Mandágua. Ele convoca a sociedade organizada para também promover o seu ato. “Pode ser na praça, na escola, na universidade, em um auditório, no local de trabalho. O importante é participar. Para tanto, um líder deve ser nomeado para pré agendar e registrar o evento e a participação através do site www.standagainspoverty.org”, orienta Mandágua. Maiores informações podem ser obtidas com ele pelo 3422-4000.
Por que existe o Levante-se? Em 2000, os líderes de 189 países assinaram a Declaração do Milênio e acordaram fazer tudo o que fosse possível para darem um fim à pobreza. Eles se comprometeram a alcançar esse ideal por meio dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, um mapa de ações pelo fim da pobreza extrema até 2015. Entretanto, a cada dia, segundo o movimento, 50 mil pessoas continuam a morrer como resultado da pobreza extrema, e o hiato entre ricos e pobres continua a aumentar. Quase metade das pessoas no mundo está vivendo na pobreza, sendo que 70% delas são mulheres. A edição 2008 visa pressionar os governos a novas ações de mais e melhor ajuda ao desenvolvimento, cancelamento de dívidas, educação para meninos e meninas, assistência de saúde, justiça comercial, igualdade de gênero e prestação pública de contas.
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