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Arapongas busca qualificação de mão-de-obra no pólo de móveis

Governo do Estado, sindicatos e entidades apostam na Universidade da Mobília para suprir a falta de mão-de-obra especializada em Arapongas. O município concentra o segundo maior pólo moveleiro do Brasil, que faturou acima de R$ 1 bilhão no ano passado e gera 8 mil empregos diretos. Porém, a carência de profissionais especializados representa um dos principais entraves para o crescimento do setor na região.
A Universidade da Mobília é um espaço e centro de tecnologia criado para atender à classe empresarial. O gerente da unidade do Senai no município, Nilson Violato, explica que a universidade conta com cursos técnicos de gestão de processos industriais, design para indústria moveleira e segurança do trabalho. “Já foram atendidos 90 técnicos em três anos”.
São 146 empresas instaladas do setor e unidas pelo Arranjo Produtivo Local (APL) de Móveis de Arapongas. Para reverter o déficit de funcionários especializados, forte trabalho está sendo desenvolvido, como conta o secretário da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Virgílio Moreira Filho. “Estamos investindo com o objetivo de gerar empregos além de aumentar a produção e as vendas para o comércio internacional”. Com o apoio do Governo do Estado, Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas (Sima), Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), e Prefeitura de Arapongas, o APL busca envolver toda a cadeia produtiva do setor para otimizar resultados, acrescenta o secretário.
De acordo com o empresário Marcos Tudino, da Majoka Móveis, não são somente os funcionários que recebem treinamentos, mas também os próprios empresários. “Com cursos, feiras nacionais e internacionais e missões empresariais, conseguimos agregar maior conhecimento para colocar em prática nas empresas”, diz. Atualmente, a empresa Majoka Móveis investe em design, qualidade e principalmente em treinamento de mão-de-obra para conseguir ter um diferencial nos produtos.
Hoje, o APL de Móveis de Arapongas aposta no mercado interno e externo. Apoiadas no binômio qualidade e preço, a maioria das empresas do setor já exportam, mesmo com a maior parte da produção ser voltada ao mercado interno. “Os principais compradores dos nossos produtos são mercados similares ao Brasil, como a América Central, a América do Sul, o continente africano e os Emirados Árabes - países que se acredita serem menos expostos à atual crise financeira mundial”, afirma o coordenador do APL, Luiz Pontes.
Para o empresário Marcos Tudino, as empresas instaladas no APL já tiveram aumento significativo nas exportações. “O valor das exportações aumentaram de 10% para 13% no último ano”.
Uma das iniciativas do Arranjo Produtivo Local para estimular os empresários ao comércio exterior é o Projeto Comprador. “Esse projeto nos permite conhecer os compradores de outros países, trocar experiências e participar de rodadas de negócios”, diz o empresário Antônio Donizete, também de Arapongas. O projeto faz parte do Programa Brazilian Furniture, uma iniciativa da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel) e da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil).

 

 

 

 

 

 

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