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Roubo de malotes preocupa
comerciantes em Arapongas

Os roubos a malotes de dinheiro estão preocupando comerciantes de Arapongas. Cada vez mais ousados, os assaltantes não escolhem mais hora para atacar. Em busca de maior segurança, empresários estão pagando a empresas especializadas para o transporte de valores, prática incentivada até pelas autoridades.
O último capítulo dessa história aconteceu na semana passada. Luiz Carlos Tabosa, 44, funcionário de um posto de gasolina, levava ao Bradesco o dinheiro equivalente às vendas do final de semana em sua motocicleta. Quase em frente ao banco, entre a Avenida Arapongas e Rua Beija Flor, foi abordado por dois elementos em uma motocicleta preta. Eles tomaram a chave sua e abriram diretamente o banco da motocicleta, onde estava o dinheiro. O assalto aconteceu às 10h30. Apesar de essa ter sido a primeira vez que um malote do posto foi assalto, o proprietário, que preferiu não se identificar, conta que foi obrigado a contratar uma empresa de segurança para transportar os valores. Depois de ter ainda a casa e o carro arrombados no mesmo mês, o empresário confessa estar traumatizado com a situação.
O delegado de Arapongas, Antônio Brandão, acredita que os autores desses crimes formam uma quadrilha especializada nesse tipo delito. Apesar de não haver um levantamento discriminado em relação a roubos de malotes, ele acredita que o número de ocorrência no município é baixo. “Graças a Deus, não temos um número alto registrado em outras cidades”, diz o delegado, orientando aos empresários que desejam transportar com segurança seus valores a contratarem empresas particulares.
Ainda que não haja precisão no número de assaltos a malotes, casos envolvendo empresas importante de Arapongas chamam atenção. Em agosto, um homem armado de revólver tomou o malote de um rapaz da Aramóveis e fugiu com um comparsa. Em julho, foi a vez da Farmashop ter um prejuízo de 15 mil reais. Em setembro, um funcionário da Todimo Materiais para Construção foi rendido por dois elementos, também com uma moto preta.
Conforme Brandão esses bandidos acompanham o dia-a-dia de vítimas e, muitas vezes, têm informantes na própria empresa a ser assaltada. Ele diz ainda que o esclarecimento desses casos é dificultado, muitas vezes, pelas próprias vítimas que sentem medo de denunciar os assaltantes. “Não podemos nos tornar reféns de marginais. Não podemos ficar com medo e aceitar. Precisamos reagir participando”, defende Brandão.

 

 

 

 

 

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