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Comércio de Arapongas espera
vender 20% a mais no Natal

O Natal deste ano promete ser o mais lucrativo dos últimos tempos para o comércio de Arapongas. Apesar do aumento no crédito elevar o risco de inadimplência, os lojistas estão animados com as vendas que podem conseguir no período. Promoções de Natal pretendem fomentar os negócios com a entrega de prêmios e uma decoração inédita promete sensibilizar famílias da cidade.
A gerente Maria Aparecida Figueiredo conta que a loja de roupas onde trabalha já estoca mercadorias e contrata mão-de-obra provisória para o período comercial mais quente do ano. “Estamos começando a treinar o pessoal e encomendando as roupas que foram mais vendidas no ano passado”, diz. Ela está otimista em relação às vendas que pode realizar. “Em final de ano todo mundo dá um jeitinho, faz economia, ninguém fica sem comprar”, argumenta.
Segundo comerciante José Antônio Moreno, o fluxo da clientela deve começar a crescer a partir do começo de janeiro, mas a maioria dos consumidores deixa para comprar os presentes na última hora. “Poderia ser diferente, mas essa é a cultura do consumidor brasileiro. Por isso, temos que estar preparados para atender nessa pressão, até mesmo, para não perder dinheiro”, aponta.
O número de compras durante o período natalino vem crescendo no decorrer dos anos em Arapongas. Esse resultado pode ser medido por meio dos dados divulgados pelo Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), que mostram as consultas feitas pelos comerciantes através do órgão. Conforme o levantamento, as análises cadastrais realizadas em dezembro subiram de 40.348, em 2006, para 56.830, em 2007. Um ganho de 40,53%.
O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Arapongas (Acia), José Emmanuel de Barros Cotta Filho, espera que o crescimento persista nesse ano. “O poder de compra do araponguense está acima da média. Nossa expectativa é que haja um salto de 18 a 20 por cento nas vendas em relação ao ano passado”, estima. A Acia prepara, neste ano, uma campanha com grande volume de prêmios. (ver box)
Na opinião do economista e empresário José Lopes, o crédito fácil pode implicar, no entanto, no aumento da inadimplência. “Isto acontecerá se esse crédito chegar ao consumidor final”, alerta. De acordo com ele, para evitar o não pagamento das dívidas, o comerciante deve tomar cuidado na colocação de crediário. “A recomendação é realizar vendas responsáveis, sempre consultando os órgãos fiscalizadores, para evitar a venda a maus pagadores”, informa Lopes.

 

 

 

 

 

 

 

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